Biografia: Black Flag

Black Flag pode ser considerada a banda de Greg Ginn. Nascido em 1952, ele morou a infância e juventude em Hermosa Beach, Califórnia. Seu primeiro emprego foi na sua própria oficinia de rádios e até criou um zine para a entusiastas eletrônica. Só quando entrou para a universidade, onde estudava economia e admnistração, Ginn começou a escutar música. Mas nada de rock'n'roll, o que tocava no rádio na época nesse estilo era muito vazio, por isso ele preferia escutar country, blues, música clássica e jazz. Nessa época ele começou a tocar o violão de seu irmão e logo comprou ma guitarra. Quando terminou a universidade em 1974, já havia descoberto os Stooges e na busca de um disco deles, ficou amigo do funcionário da loja de discos: Keith Morris. Logo Morris começou a trabalhar na oficina de eletrônicos de Ginn, agora chamada Solid State Tunners (SST). Um belo dia eles escutaram os Ramones no rádio, depois da música veio um anúncio de que eles fariam um show em Los Angeles. Era dezembro de 1976, o local era o The Roxy e segundo Morris... "...o show dos Ramones, os 3 primeiros singles do Sex Pistols e as bandas pioneiras de Los Angeles Com Germs e X mudaram minha vida, eu nunca tinha ouvido nada parecido e queria fazer parte daquilo". Logo os dois começaram a escrever músicas e procurar integrantes que a banda, batizada de Panic, precisava. Spot, amigo de Ginn e futuramente produtos e engenheiro de estúdio do Black Flag foi o primeiro baixista até que Gary McDaniel também conhecido como Chuck Dukowsi completa e Ray, irmão de Grag Ginn batixou a banda Black Flag (a bandeira negra é símbolo histórico de anarquia e revolução). Foi Ray também que criou o logo e o design dos clássicos flyers da banda assinados com o nome de Ray (mon) Pettibon. Em 1978 sai o primeiro single "Nervous Breakdown" com músicas compostas por Ginn/Morris na época do Panic. O single foi o primeiro lançado não só da banda mas tamb´me da gravadora SST, nome que Ginn transportou de sua oficina de rádios para não precisar gastar taxas e impostos com a nova empresa. Logo depois Morris deixou a banda, cansado de obedecer ordens, e formou o Circle Jerks. Enquanto não aparecia um vocalita à altura a banda começou tocar intrumentais que depois seriam gravados nos LPs Family Man e The Preocess of Weeding Out. Brian Migdol abandonou a banda nessa época, aumentando o desfalque. Os escolhidos Chavo Pederast (nome verdadeiro: Ron Reyes) e Robo (Roberto Valverde) preencheram os postos disponíveis. Logo após as gravações do EP "Jealous Again" Chavo sai da banda pelo péssimo relacionamento que tinha com Greg Ginn. Chavo tocou com o Redd Kross, voltou para a sua terra netal, Porto Rick, por alguns anos e atualmente mora no Canadá. O próximo vocalista Dez Cadena. Dez era fã da banda, gravou o single "Six Pack" e algumas músicas que logo preferiu tocar guitarra. Entra então na história mais um fã: Henry Rollins. Rollins havia conhecido a banda durante um show em Washington quando ele era vocalista do S.O.A. sob alcunha de Henry Garfield. Quando Dex resolveu deixar os vocais, lembrou Rollins e logo este estava subindo no palco como nova membro da banda para seu primeiro show em Nova York no começo de 1981. Com a entrada de Rollins, o Black Flag assinou um contrato para a distribuição de seu próximo lançamento pela Unicorn Records, uma subsidiária da "major" MCA. Logo saiu Damaged, um clássico com músicas compostas quase integralmente na faze pré-Rollins, quando o pivô absoluto da banda era Greg Ginn. Apartir de então o estilo da banda mudaria, principalmente porque o novo vocalista não queria ser mais um e sim deixar sua marca. As expectativas eram de uma boa fase, se não fosse pela velha história se repetindo: uma bada revolucionária e perigosa nas mãos de uma grande gravadora. A Unicorn recusou a distribuir o disco por achar o conteúdo das músicas perigosos e vulgar demai. Indignado, Greg Ginn lançou o álbum pela sua SST Recods e foi devidamente processado (a banda e a gravador!) pela Unicorn. O processo foi perdido e a banda ficou os próximos dois anos sem poder usar o próprio nome e o logotipo. Nesse período eles continuaram fazendo shows na surdina e lançaram a coletânea dupla Everything Went Black. Algumas mudanças na formação também aconteceram: Robo não conseguiu acompanhar a banda na turnê por problemas com seu passaporte, Bill Stevenson dos Descendents preencheu seu lugar para 7 shows na Inglaterra. Quando voltaram, Robo estava no Misftis e o novo baterista escolhido foi o Emil Johnson que gravou o single TV Party e foi expulso da banda em seguida. Em seu lugar entrou o Chuck Biscuits da banda canadense D.O.A.. Ele é o baterista da famosa 1982 Demos, disponível apenas em versões piratas com três músicas não lançadas em outra parte. A batalha judicial chegou ao seu fim em 1983 quando a Unicorn foi a falência e o Black Flag pode reemergir plenamente com Bill Stevenson novamente preenchendo a bateria sem Dez Cadena que havia deixado a banda para montar o DC3 que lançou seu único e inspirado disco pela SST. Para compensar o tempo perdido, o Black Flag entrou numa fase de produção intensa mesmo com a saída de Chuck Dukoski que foi tocar com o SWA e tornou-se "empregado" da SST fazendo contato de shows e outras atividades. Dale Nixon assumiu o baixo por pouco tempo, aparecendo nas gravações do LP My War de 1983. Logo em seguida deixa a banda tocando nos anos seguintes como Dag Nasty e vários dos projetos de Greg Ginn, Kira Roessler (ex-45 Grave e Screamers) no DC3, entra no baixo para lançar Family Man e Split It In em 1984. Completando a leva de lançamentos, sai em 1985 a fita cassete ao vivo (relançada em CD em 1998) Live '84 a coletânea The First Four Years e ainda Losse Nut, The Preocess of Weending Out e In My Head. No final de 1985 Bill Stevenson deixa a banda e retorna para o Descendents. Em seu lugar entra Anthony Martinez para a gravação do disco clássico ao vivo Whos's Got the 10 1/2? lançado em 1986. Kira então deixa a banda para tocar com o DOS, em seu lugar entra C'el Revulta que fica até a banda anunciar seu fim em agosto de 1986; As únicas gravações de C'el foram as versões de 4 músicas antigas lançadas na coletânea Program: Annihilator, Vol. 1 de 1990. Como final da banda, Greg Ginn montou seu estúdio (Casa Destroy) passou a dedicar-se à SSt e a sua nova gravadora, Cruz Records que tornaram-se influentes lnaçando material de bandas como Bad Brain, Hüsker Dü, Minutemen, Meat Puppets, Sonic Youth, Sound Garden e várias outras. Paralelo a isso, Ginn manteve vários projeto como o Screw Rádio (será que esse nome tem algo a ver com a antina oficina?), Gone, Confront James, Dingle, Fast Gato, Mojack, Panic, Mojak, Hor, El Bad, BIAS, Get Me High, Killer Tweaker Bess, Poindexter Stewart, October Faction e alguns bons solos. Henry Rollins por sua vez formou o Rollins Band sendo hoje uma das figuras mais conhecidas de qualquer ramo da música alternativa. Além disso criou uma reputação com suas apresentações de Spoken Word e aparições em ponta de filmes mainstream. Para completar montou um gravadora/editora chamada 2.13.61 que lança alguns de seus próprios discos e livros. Apesar de vários rumores que circulam até hoje, infelizmente não houve nenhuma reaparição em público desde 1986 e o Black Flag continua sendo uma das bandas mais poderosas, perigosas e influentes da história. Díficil de engolir para o público "punk-shopping-center" e ao mesmo tempo uma lenda e um símbolo para os poucos "true believers" do punk rock.


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