Entrevista: Calibre12
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 Como se originou a banda "Calibre 12"?
O Calibre 12 se originou em 1991, com 3 punks amigos que faziam parte da mesma gang, na época, a Irmandade Punk.

 O que você acha e o que tem a dizer sobre o "punk" no Brasil e no mundo hoje em dia?
Acho que o movimento punk está mais estruturado tanto no brasil como na europa e america do norte, mais lugares pra tocar, mais festivais acontecendo, muitas bandas ótimas surgindo, a violência entre as gangs diminuiu bastante.

 Você e o "Calibre 12" tiveram algum tipo de influência de outras bandas? Quais?
Claro, nossa principal influência, eu faço questão de dizer, é a banda escocesa The Exploited, o Misfits e o Motorhead.

 Você se considera "punk"?
Claro que sim, sou PUNK desde 1987.

 Para você o que é ser "punk"?
É ser diferente da normalidade de todos, não se conformar com as regras que te impõem, fazer sempre o que acha que é certo, independente do que falem pra você.

 O que o "movimento punk" representa para você?
Uma forma de sair dessa realidade opressora e poder se sentir livre mesmo com tudo de ruim que a convivência humana proporciona.

 O que você tem a dizer sobre outras bandas como "Gritando HC", "Garotos Podres", "Blind Pigs", etc...?
Gritando HC - lixo
Garotos Podres - não conheço todos eles pessoalmente, sou amigo do mauro que tambem é tatuador, e é gente boa.
Blind Pigs - Alguns dos nossos melhores amigos estão no blind pigs. São todos correria e sempre estamos bagunçando nos show deles e eles nos nossos. Conheço todos eles, Henrike, Gordo, Clebinho, Fabiano, Mauro, e todos são ótimas pessoas.

 O que você tem a dizer sobre a morte do vocalista "Donald" do Gritando HC? Vocês eram próximos?
O Donald foi um de meus melhores amigos quando o gritando começou, mas aí começou a se achar e a dar umas pisadas na bola, não só comigo, mas com várias pessoas. De qualquer forma, uma morte naquelas circunstâncias sempre é ruim.

 Skate. Anda? Curte?
Ando de skate desde criança, curto downhill nas ladeiras do meu bairro, e de vez em quando ando de noite na pista de São Bernardo (SP).

 O que você diria para bandas que estão começando agora?
Não desista, e faça o som que você curte. Não importa o rotulo. Apesar da evolução do underground, ainda é dificil ter uma banda, mas são coisas que aprendemos a superar.

 Você acha que o punk hoje em dia já deixou de ser um movimento para ser uma modinha?
Não. Está bem longe disso. Acho até impossivel. Modinha é pagode, boy band e outros lixos desse tipo.

 Você participa de protestos ou coisas do gênero com freqüência?
Já participei mais, mas hoje, estou selecionando mais as propostas dos protestos antes de ir, porque tem muita coisa que não passa de uma chicotada no mar, é inutil. Prefiro agir contra o sistema de uma forma mais direta e individual, numa obra social por exemplo.

 As músicas do "Calibre 12" criticam tudo de ruim, desde imagem / aparência até a polícia. O que mais te incomoda neste "sistema"?
Tudo. muita coisa me incomoda.

 O pessoal do "Calibre 12" é como todo mundo? Pega metro, busão e tudo mais ou vocês já deixaram de lado essa "fase"?
Somos iguais à todo mundo. Pego 4 onibus todo dia pra ir pro trampo, passo os mesmos venenos de espera, trânsito, raiva que todo mundo, apenas encaro de forma diferente, que é como o movimento punk me ensinou.

 Deixe um recado para o "pessoal":
Abração e boa sorte á todos, e aguardem que eu 2004 a gente vai voltar bombando. Nosso Batera operou do estomago, e está se recuperando (já está 32 kg mais magro) após essa recuperação (por volta de fevereiro ) a gente vai começar a ensaiar um disco novo.


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