Entrevista: Grinding Reaction
 Primeiramente, agradeço pelo tempo cedido para a entrevista. Nos conte como se formou a banda, quais seus membros, e porque do nome GRINDING REACTION.
O Grinding Reaction foi formado em 2000, em Diadema, após eu ter saído de uma banda local e junto com um velho amigo o vocalista J.M., já há muito envolvido na cena underground, pensamos em montar uma nova banda e passamos a procurar um batera e um guitar. O batera apareceu primeiro, amigo da namorada de J.M., que apesar de estar tocando em uma banda chamada Elemento Treze, se interessou pelo projeto semanas depois, trouxe o guitar Hugo que já havia tocado com Leandro em várias bandas desde a adolescência, após uma reunião formou-se o Grinding Reaction, que nunca mundou de formação até hoje.
O nome da banda está ligado a postura de seus integrantes de não concordar com o sistema capitalista suas incoerências e absurdos, e acreditar que a música é uma formade de incentivar a reflexãoa partir do momento que se coloca uma opinião contrária a algo vigente em uma letra. Daí surgiu a idéia de uma reação trituradora diante do sistema pelo menos no campo das idéias e da estética musical.

 Vocês tem uma demo lançada em cassete e agora o EP "Oppression, Negligence, Tears and Blood", que particularmente me surpreendeu pelo alto nível e profissionalismo. Fale um pouco sobre o processo de criação deste novo material.
Quando se tem uma banda amadora não se sabe quando se vai ter a oportunidade de se gravar um material. Após a gravação da demo, continuamos produzindo novas músicas sem pensar específicamente em gravá-las, e sim em termos um set list mais incorpado para as apresentações ao vivo. Quando surgiu a oportunidade de voltarmos ao estúdio, queríamos fazer o melhor possível com os recursos que dispunhamos, juntamos tês músicas novas, montamos mais duas e começamos a ensaiar e conseguimos fazer até alguns trabalhos específicos que acho eu normalmente não rolam durante a preparação para gravaçào em uma banda underground, como ensaios específicos somente de baixo e bateria, a fim de termos uma cozinha coesa, aprender a conviver com o metronomo, fazer uma pré - produção de leve, gravamos uma música que estaria no CD novo, bem antes pra ver como estava, e cada um fez a lição de casa tocando muito as músicas, buscando uma nível maior de qualidade. o que posso dizer é que esse período foi fundamental pra banda, pois, crescemos muito como músicos e enquanto grupo.

 Como tem sido a resposta do público ao EP?! Como tem sido os shows?!
O CD foi lançado a pouco mais de um mês fizemos poucos shows ainda mas já
estamos buscando agendar novas datas até o final do ano. Até agora quem viu os shows e/ou ouviu o CD tem respondido muito bem. Parece que a galera tem gostado e tem valorizado muito a nossa tentativa de lançar um material com qualidade, principalmente na nossa condição de banda underground independente ou melhor abadonada, orfã e...

 Quais os projetos que o Grinding Reaction tem em vista agora?!
Divulgar esse material no Brasil e na gringa, fazer shows, e no ano que vem lançar um novo CD só que dessa vez um full disc.

 Qual a postura da banda ante o underground de maneira geral ?!
Agente tem buscado se integrar a cena paulista e nacional com a seguinte idéia: o underground precisar somar e não dividir, temos uma máxima que vira e mexe é dita em shows "respeito atitude e união" nós realmente acreditamos nisso e tentamos coloca-la em prática, infelizmente existe ainda hoje muito radicalismo e pilantragem no meio e as vezes fica difícil seguir isso, infelizmente.

 O conteúdo crítico contido nas letras revela uma consciência apurada da realidade. Como é o processo de criação destas letras, quem as faz, quais as posturas da banda ante a conjuntura social?!
Bem, a maioria das letras são escritas pelo vocal J.M., lida e aprovadas ou não pelo resto da banda. Principalmente por mim, que já colaborei com o J.M. em algumas composições, mas ultimamente o Hugo andou escrevendo, que virou uma música e eu também escrevi uma que virou uma músca, coisas novas para um possível próximo trabalho. Nossa postura diante ao mundo é simples: não aceitamos as relações econômicas, políticas, socias, culturais e humanas do modo de produção capitalista e utilizamos nossas letras para expressarmos nossas opiniões e assim sugerimos aos nosso ouvintes o desenvolvimento de reflexão sobre os temas propostos em cada música.

 Quais as principais influências da banda?! Que discos ouve ultimamente, ou que bandas/discos indicaria como uma boa referência?
Putz! Agente ouve de tudo de Alanis a Cripple Bastards, mas as principais inflências do Grinding Reaction são bandas de Thrash Metal dos anos 80 e 90, Hardcore Old e New School. Algumas das bandas são: Ratos de Porão, Madball, Riker's, Nuclear, Assalt, Slayer, Sepultura, Tertament, Pantera, Sacred Reich, Wematch, D.R.I., S.O.D., Hatebreed, Terrorizer, Suicidal Tendencies, Streifer, Earth Crisis, E.N.T., Doom, Cryptic Slaugther, Ripcord, Raw Power, Slipknot e por aí vai. Bom ultimamente tenho ouvido muita coisa nacional das bem distas bandas de garagem que buscam um lugar ao sol, tipo, Imminent Chaos, For Inside, Abuso Verval, Dismal e alguns clássicos como Exodus e Napalme Death. Bom a indicação de banda e disco: S.O.D. (Live At Budkan ) - D.R.U. (Violent Pacification) - Sacred Reich (Surf In Nacaragua) - Slayer (Rening Blood) - Napalm Death (Utopia Banesheed) e vou ficar nessa até ano que vem.

 Bem, espaço livre para dizer o que quiser, vulgo considerações finais...
Obrigado pelo espaço, e queria pedir à todos que curtem som alternativo: Apoiem a cena underground da sua cidade, de atenção para as bandas pequenas, comprem o material delas, vão aos shows, dêem ouvidos. Temos muito a dizer.
E um toque pros caras de bandas, repeitos, atitude e união.
Paz e consciência à todos.


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