Bandas Novas: Entrevistas: Pankeka e Seus Gardenais
Por Bruno Feijão Genaro

Pra começar, como surgiu o "Pankeka e seus Gardenais", de quem foi a idéia, e como surgiu este nome espetacular?
Luiz Hate: A idéia de montar a a banda foi do Pankeka. Ele estava tomando gardenal como sempre e viu a cara dos integrantes da banda no comprimido. Foi como uma revelação, então ele nos convidou pra montar a banda.
Pankeka: Puts, quem inventou esse nome foi esse cara que ta aí assistindo o Luiz Hate (risos). Eu estava sem intenção de montar bandas depois da minha saída do Cueras, mas eles me deram forças juntamente com o Marcelão, Luiz e Daniel. Pankeca e seus gardenais é tipo uma sátira, por exemplo Marky Ramone and Intruders, Raulzito e os Panteras... E assim vai. Sacou???

Qual é a proposta da banda?
Pankeka: Resgatar o punk rock tradicional, raiz e passar a realidade pro pessoal, das coisas que acontecem no dia-a-dia.
Luiz Hate: Queremos pregar o evangelho punk, Punkeka é nosso pastor e nada nos faltará.
Pankeka: (risos) O Luiz é o engraçadinho da banda. O gardenal que mais da dor de cabeça.
Luiz Hate: Sou gardenal 200mg.
Quais as principais influências do Pankeka e seus Gardenais?
Pankeka: Puts, bandas punk rock dos anos 70 e 80, Psychobilly e OI! Podemos dizer que a minha é The Exploited e Calibre12.
Luiz Hate: Hardcore Crust Finlandês.
Pankeka: É isso aí Luiz. Marcelão é Clash, Daniel é meteors, o Luiz é Sociedade.
Luiz Hate: Eu gosto daquela musica do jaspion, jazzpion. (risos)
Pankeka: Tem bastante influência Psychobilly, porque o Daniel curte bastante.

Quem escreve as letras das músicas, e quais os principais temas abordados?
Luiz Hate: Todo mundo escreve. Não abortamos nada porque somos contra o aborto! Você é contra o aborto Panka?
Pankeka: Puts, quem mais escreve é o Daniel e o Luiz, englobamos músicas das nossas antigas bandas. Sou contra o aborto também. (risos)
Luiz Hate: Isso é verdade, a maioria das músicas são as músicas que nossas outras bandas acharam que não prestava, é um resto de entulho praticamente.
Pankeka: Violência, Corrupção e Fome, dentre outras coisas (risos). Na verdade são letras fodas.
Luiz Hate: O Panka é católico apostólico romano.

Quais as novidades para este ano e para o ano que vem?
Daqui em diante a entrevista só foi feita com o Pankeka.
Puts, na verdade eu não sei nem o que eu comi ontem, imagine o que vou comer amanha (risos). Bom, só espero tocar, tocar e tocar. Isso é, se eu não ter que passar por uma cirurgia na minha mão, daí fode tudo. (risos).

A cena underground/independente vem crescendo absurdamente, você acha que isso é coisa do momento "EMO"? você acha que vai passar? Esse crescimento deve ajudar o O Pankeka e sues Gardenais de alguma forma, isso é bom para a banda?
A cena underground é legal pra caralho. Mas tem muitas pessoas que não dão valor a ela, choram para pagar míseros R$3,00 para assistir a um show, mas pagam R$20,00 para ver uma banda que ta no topo. Temos que dar valor pras bandas que vem debaixo, pois um dia essas bandas aí do topo não eram nada também.
E o que você acha dessa onda EMO?
Podemos renomear isso como EMOlixo, uma praga de música, creio que isso é uma moda passageira, como foi alguns estilos que passaram e procuro não dizer quais foram, e também posso acrescentar essa pergunta com essa moda de ser bissexual, homossexual ou lésbicas, que eu acho que é uma idiotice. Isso é uma moda que não poderia acontecer, não se brinca com o sexo, o que diria você ao seu filho se ele te perguntasse porque aquelas meninas ou aqueles meninos estão se beijando na boca? Meu, essa criança vai crescer sem saber o que é certo ou o que é errado. Podemos dizer que tem pessoas homos que já nasceram assim, e tem outras que viraram homos por moda, e isso acaba difamando esse movimento gay, não sou contra e nem a favor disso, mas esse movimento não pode virar moda, pois tudo o que vira moda acaba se auto destruindo, sacou? Então, emo é uma merda!!!
Qual foi o show mais marcante do Pankeka e seus Gardenais?
Na verdade todos foram emocionantes, principalmente os dois primeiros. O primeiro, que foi de estréia, como se diz, é igual fazer sexo, a primeira vez não se esquece (risos). Contando que logo depois do show eu tive um piripaque e fui parar no hospital, dormi até debaixo da chuva. O segundo foi com o Cólera em Araras, como o primeiro, tive outro piripaque, ninguém merece (risos). Todos os show foram marcantes, pois sempre tocamos, tocamos com bandas de amigos, como o Cólera, Agrotóxico, Ação Direta, Phobia, Teenage Lobotomy, dentre outras... Podemos citar também as bandas aqui de Piracicaba, como o No Stereotypes, o Mazzaropi e o Escarro Verbal.
Como é ser uma banda independente hoje no Brasil?
Porra, é uma das coisas mais emocionantes e legais que existe, pois não tem um empresário ou um filho da puta que fica te enchendo o saco para dizer o que você tem que fazer na banda, ou seja, não somos ventrículos e nem fantoches, fazemos o que gostamos esperando que os outros curtam e se empolguem com o som. Agora se vier um cara dizendo que a gente não vai fazer sucesso e nem ganhar grana com isso, manda o cara se fuder. Não tocamos por dinheiro, e sim porque gostamos do que fazemos, não quero ganhar dinheiro em cima do punk, ou de alguma coisa que eu gosto de fazer.
Vocês irão gravar este ano? E em relação a shows, fale sobre os próximos...
O que a gente mais fala, é em gravar. Mas, não temos muitos ensaios, então, temos que ficar um dia só ensaiando pra gravar, outro problema é que o baixista mora em Londrina, ficou ainda mais foda, mas se Deus quiser esse ano estaremos nas paradas musicais da rádio, TV, boates e nos rádios dos nossos patrões. (risos). O próximo show é domingo (10/07), no Kenoma, bar do nosso amigo Pedrinho (Pedroncio), vamos tocar junto com a banda Evil Idols de Curitiva, que saiu num split com a banda Motossierra, e também com a presença das bandas: Bisk8 (de Pirassununga) e do Guerrila Hurbana de Rio Claro.
No que os integrantes trabalham fora da banda?
O Luiz trampa na Caterpilar (não é propaganda), eu sou estagiário em Vídeo Conferencias e técnico em informática, o Marcelão é Free Lancer, o Daniel mecânico de moto. E Temos o Denis do Cueras que quebra o galho tocando baixo quando o Daniel não está aqui, ele é metalúrgico. Podemos dizer que somos uma banda de dois baixistas.
Vocês tiram algum cover? cite alguns...
Sim, DZK (banda muito foda) tiramos o som "Onde nós estamos", um verdadeiro hino punk. Tocamos "Que Vergonha" do Olho Seco e "Rock de Subúrbio" de outra banda lendário do Punk/OI!, os Garotos Podres. Eu queria fazer uma versão nossa em homenagem a nossa cidade, tocando o Hino de Piracicaba em versão Punk Rock, pois se trata de uma música linda e de uma cidade maravilhosa.
Geralmente hoje quem forma banda é o pessoal mais novo. Cite a idade dos integrantes da banda e fale um pouco como é formar uma banda assim "mais velha".
Puts, o Marcelão tem 30 e poucos anos, não sei ao certo. O Daniel e o Luiz eu acho que tem 24, eu tenho 26. Cara Você fazer o que gosta com outras pessoas da mesma coisa que você é muito gratificantes, pois já temos consciência do que falamos e do que fazemos. Não estou desmerecendo as bandas de pessoas mais novas, mas simplesmente eu curto tocar com o pessoa da mesma faixa etária quase, é lógico se viessem o pessoal mais novo me convidando pra tocar eu tocaria com o maior orgulho, pois você se sente jovem novamente.
Cite algumas bandas que merecem destaque na cena piracicabana.
Cara, sem dúvida nenhuma, o punk rock do Mazzaropi Contra o Crime em primeiro lugar, depois tem o Escarro Verbal, Demencia Precoce, Sancast, Hate Corrosion, Cueras, Cellmys, No Stereotypes, Mau Exemplos, SoulStriper 69, dentre outras que não me lembro agora.
Deixe uma mensagem pra finalizar:
Agradeço a sua atenção voltada para nossa banda e também pedimos desculpas se ofendemos alguém, mas é que moramos em um país democrático e temos direito de expressar o que pensamos, somos libertários, não temos preconceitos de conversar com outras facções seja ela qual for, rock, rap, reggae, pagode, mas tem umas coisas que não bate com o nosso ideal. O que importa é que somos seres humanos racionais, não importa o credo da pessoa. Temos que ser humanos e conquistar amizades e evitar a violência que está cada dia pior. Agradeço a esse pirralho chamado Bruno Genaro, que quando vi pela primeira vez, confesso que não fui com a cara dele, mas depois vi que ele é uma pessoa muito foda e legal, que se importa com o movimento underground e faz os corres para divulgar bandas independentes. E sabe de uma coisa, vai tomar no seu cu filho da puta. (risos) Adoro você Brunão!.


Contatos:
e-mail: pankeca_cueras@yahoo.com.br

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