Entrevistas: Robustus

Por Alex (baterista da banda Kacttus e dono do selo Fusa Records) - Revisão por Bruno Feijão Genaro

Pra começar, fale um pouco de como e quando surgiu o Robustus.
Tudo começou em julho de 2004. Etávamos jogando futebol em um colégio, quando Mateus (baixo), Guinho (guita), Fábio (Guita), Bruno (vocal), Alan (batera) resolveram formar a banda. Começava a surgir o Robustus.
Como vocês definem o som da banda? Quais as influências?
Hardcore, ouvimos muito Dead Fish, Millencolin, Ramones e NOFX como base e até mesmo bandas novas como NxZero, Houdini, Aditive e Sugar Kane.
Quantas formações a banda já teve? E quais as principais dificuldades que já enfrentaram e ainda enfrentam hoje em dia?
A banda já teve na verdade 2 formações, até que na segunda ela se firmou. A Primeira formação começou com Mateus, Guinho, Fábio (atual roadie e técnico de som), Bruno e Alan. A formação atual é composta por Mateus, Guinho, Bruno, Buiu (Batera) e Piru (Guita). E as dificuldades que a banda enfrentou foi estruturalmente e financeiramente. Estruturalmente porque hoje em dia uma banda independente encontra dificuldades para fazer sua própria demo e ter um lugar para ensaiar. E financeiramente porque muitas vezes a gente precisa viajar e inclusive levar uma galera, e nós não temos condições de pagarmos tudo.
Desde quando vocês fazem show?
No começo tocávamos em colégios e a 5 meses, ganhamos mais expressão na cena Hardcore quando ganhamos a etapa do Fest Core 2, no Volkana em SBC. Tocamos no ARENA que é a mais importante casa de Show Undeground de Osasco, Magic Bus na Patriarca onde ganhamos o Festival da PUNK OR LATEX.
Dentre os shows que fizeram,qual o que podem destacar como o mais importante até o momento, o que trouxe um certo reconhecimento do público?
Todos foram importantes para nosso começo, mais o VOLKANA e no Magic Bus conseguimos fazer uma ligação maior em São Paulo, atingimos um público desconhecido e que gostou da banda. Na verdade, todos os shows que fazemos são importantes, pois a cada cidade que passamos rola uma energia diferente.
Vocês são bastante jovens, qual a idade de cada um, e em shows rola algum tipo de preconceito por serem tão jovens?
Quatro integrantes tem 17 anos o mais velho é o Pirú que tem 20 anos, ainda não rolou muito preconceito pois essa é a faixa etária das bandas mesmo hoje em dia, mais se algum dia houver, nós saberemos mostrar no palco que idade não é importante, e sim dedicação, união e profissionalismo.
O que você acha de cena hardcore (nacional) nos dias atuais? Em relação a espaço, bandas e som atual?
Hoje em dia vários lugares já aceita o Punk Rock/HC, tornando o som cada vez mais populares no meio (underground), aumentaram as possibilidades. Uma banda tem vários lugares para tocar ultimamente, basta vontade de ir atrás, mais para a mídia ainda é muito difícil aparecer sem ter alguém influente por trás de uma banda.
Quais as bandas que vocês mais curtiram dividir o palco até hoje? Independente de serem mais conhecidas ou não?
Famosa Aditive, foi uma honra pra nós tocar com uma banda que é importante para nós, porque os caras são muito gente boa. A galera do kacttus também foram muito preza com a gente.
Quais os projetos para 2006?
Estamos construindo nosso próprio estúdio, pretendemos finalizá-lo, gravar nosso CD, estamos atrás de um patrocínio ou um selo, para uma distribuição maior do nosso trabalho. E como sempre fazer bastante shows para divulgar a banda ao máximo possível em lugares diferentes.
Deixe uma mensagem pra finalizar:

Mil portas se fecharão, mais uma com certeza vai se abrir, acredite sempre nos seus sonhos, confie sempre em você mesmo, confie nos seus amigos, não se iluda fácil, encare as dificuldades mesmo que elas demorem a passar.

 

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