Entrevistas: No Stereotypes

Por Camila Longo

Quem são vocês [formação e de onde são]?

Amanda: Bom, vamos lá! Somos quatro garotas do interior paulista, Piracicaba-/SP. E No Stereotypes é o nome da nossa banda. Formação:
Vocal: Bruna
Guitarra: Marina
Baixo: Anna
Bateria: Amanda .

Quando e como a banda começou?
No Stereotypes começou em 2004. A banda começou depois que eu (Amanda) e a vocalista (Bruna) saímos de uma outra banda que tínhamos, e resolvemos montar o No Stereotypes. Nós viámos que estávamos precisando de uma banda um pouco mais séria que a anterior, e é claro, bem mais política. Então o No Stereotypes surgiu justamente para suprir com as necessidades de expressão que estávamos procurando.
E sobre o nome da banda?
O nome da banda surgiu de uma forma bem engraçada. Eu (Amanda) organizo festivais femininos na minha cidade e na região; certa vez, eu chamei o Dominatrix para tocar aqui em Piracicaba. E, é lógico, coloquei o No Stereotypes para tocar nesse mesmo festival, só que, na época, a nossa banda não tinha nome, nós já tínhamos feito várias listas de nomes, e nenhum dava certo. Foi daí que, um dia, eu sentada em uma mesa de bar (super desesperada a procura de um nome), li uma conhecida minha escrevendo "No Stereotypes" em um muro situado bem na minha frente, foi daí que eu tive a idéia em colocar esse mesmo nome na banda. Então, falei com os integrantes, que na época eram (Bruna - Vocal / Chico - Guitarra / Juliana - Baixo) e eles concordaram com a idéia. Mas, além de ter sido um nome "surpresa", o nome representa pra nós tudo aquilo que queremos passar. Afinal, "No Stereotypes" significa "Sem Estereótipos", e é isso que se encaixa perfeitamente na idéia que queremos passar para as pessoas, pois acreditamos que a capacidade de uma pessoa (e sim, especialmente de uma mulher) é duvidosamente questionada por um sistema, e é através de estereótipos que a submissão começa.
Qual o ideal de vocês ao fazerem as letras?
Quem faz as letras sou eu (Amanda - Baterista) e a Anna (Baixista). Na banda, e dentro da banda, somos profissionais sérias. Porém, gostamos de nos divertir quando queremos. As nossas letras são sarcásticas, quem já ouviu a nossa música "Clitóris e Satélites", sabe bem do que eu estou falando. Nós gostamos de provocar o machismo, e o "achismo", usando a nossa não-aceitação perante a sociedade como forma de defesa, e somos devidamente sarcásticas, por que todas nós sabemos que essa civilização é uma piada. Temos letras em inglês e em português, mas ultimamente, eu e a Anna, estamos querendo começar a compor em latim, justamente porquê o Vaticano contesta contra os nossos 'princípios' usando essa língua tão "foda". Bom, definindo o nosso ideal perante as músicas, eu acho que, um ideal não deve só ser escrito em composições, ele deve ser expandido e ampliado, fazendo assim o vínculo entre as pessoas que lutam pelas tais idéias. O No Stereotypes não fala devidamente sobre feminismo. Nós não temos um cabresto nos olhos focando só esse "universo". Seríamos incrivelmente egoístas se só falássemos da causa feminina. Nós escrevemos do nada, e tudo que saí, saí bem naturalmente.
Algumas bandas que influenciaram e/ou influenciam vocês?
Eu (Amanda - baterista) gosto bastante de Le tigre e Biggs. A Bruna (vocalista) adora Zumbis do Espaço e Le tigre também. A Marina (guitarrista) gosta de Rancid e Transplants. E a Anna (baixista) gosta de Good Charlotte e Transplants também.
Vocês já têm cd?
Sim, no começo do No Stereotypes a gente gravou um CD com três faixas (que não saiu à venda); nós pegamos o cd e passamos todas as músicas que havia nele para a Internet e outras fontes de acesso; enviamos para alguns amigos nossos, os anarco-punks, eles admiraram nosso trabalho, colocaram e espalharam as nossas faixas em várias coletâneas. O outro cd saiu esse ano (em 2005) e chama-se "Rebeldia Oral". O significado do CD representa um certo tipo de rebeldia provocada através de berros, e, porém, descarta a idéia de ser "rebelde" através de 'roupas rasgadas' e 'All Star rabiscado'. O CD tem oito faixas inéditas. Vale a pena conferir. Quem quiser ter o nosso Cd, pode enviar um e-mail para nós ou, escrever para: Piracicaba-SP, Rua 13 de abril, nº 478, Parque Prezotto, Cep: 13420-775.
Deixe o recado de vocês aqui:
Bom, tenho que agradecer a Camila pelo espaço no zine, e pela força que ela tem dado ao No Stereotypes. Aos leitores do zine: Garotos e Garotas, Gays e Simpatizantes. E a todo nosso público. Acreditem em vocês mesmos, pois nós somos aquilo que sentimos. Nossa única verdade é lutar para manter de pé esses sentimentos, seja um sentimento de paz, ou de revolta, mais sendo um sentimento, faça-o acontecer.


Contatos:
site: www.nostereotypes.kit.net
tramavirtual: www.tramavirtual.com.br/no_stereotypes
fotolog: www.fotolog.net/no_stereotypes
e-mail 1: no_stereotypes@hotmail.com
e-mail 2: no.stereotypes@hotmail.com


 
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