Bandas Novas: Entrevistas:  NoFake

Por Bruno Feijão Genaro

Como surgiu a banda? Já houve mudanças na formação?

A banda surgiu em 2004, começamos tocando covers da banda que nós gostávamos, e aí começou a ficar legal, até que surgiu um festival que tinha quer ter pelo menos duas músicas próprias. Ai nós começamos a fazer as nossa próprias músicas. Numa época nosso baixista estava com uns problemas e não dava atenção pra banda, então houve a troca.
Como se define o som e quais as principais influências?
O som é com um vocal melódico com várias influências que podem ser claramente vistas de Garage Fuzz, No Use for a Name, Nofx etc. As duas últimas músicas fogem totalmente ao nosso estilo de som original; os integrantes trocam de instrumentos e fica assim: Guismo - Voz, Rafael - Baixo, Gui - Guitarra, Pirapora - Batera e Luiz Henrique - Guitarra. Aí vira um hardcore mais pesado, com vocal gritado na linha de Varukers, Spazm 151, Highscore etc.
Quem escreve as letras e quais os principais temas abordados?
Das 14 músicas que temos, 12 foram escritas pelo Guismo, 1 pelo Sapão (ex-baixista) e 1 pelo Luiz Henrique. Os temas variam de auto-crítica e política, juntando os dois, como por exemplo o nosso papel e importância numa sociedade, e a manipulação dos que estão no poder com a mídia, a moda e vários outros.
A banda já possui demo ou álbuns?
Gravamos há pouco tempo, no estúdio Overdrive, a demo tem 12 músicas e 4 delas estão no Trama. Estamos tentando divulgar ao máximo a banda, tentando tocar fora de Mogi, e cadastrando nossa banda em zines.
Como é ser uma banda independente no Brasil?
Ser uma banda independente é não se importar com dinheiro. Tanto para até investir nela com um dinheiro do seu próprio bolso. É também não se importar com o que os outros pensam na sua banda ou de você, pois muitos vão pensar que você é um idiota mesmo porque você escuta um tipo de música diferente. Mas a energia dos shows, das músicas e das pessoas é totalmente diferente, ela é bem mais recíproca. O único problema é que somos desunidos, umas bandas não gostam das outras e simplesmente não se juntam para fazer uma coisa legal por simples frescura.
Comente um pouco sobre alguns shows que marcaram a história da banda.
O show mais marcante foi num festival de bandas, no Comercial. Tinha muitas pessoas, tocamos bem. Foi legal
Outra vez foi quando em Mogi veio o Polara e o Shed, e nós abrimos o show, foi bem legal, embora o amplificador de baixo tenha dado um pequeno problema no meio da música.

Quais os projetos para um futuro próximo?
Os planos são tocar fora de Mogi ou até mesmo de SP, participar de coletâneas, divulgar a banda, e gravar outro CD.
Como tem sido a reação do público que assiste pela primeira vez a banda?
A reação tem sido boa, muitas pessoas que vão normalmente já ouviram a banda e conhecem algumas letras o que nos dámuita energia pra tocar.
Desde que a banda iniciou suas atividades o que mudou e o que piorou? Está mais fácil para divulgar o trabalho e ter um apoio?
Mogi tinha um bar muito legal onde eles traziam as bandas, tinham shows legais, o que dava pra divulgar legal o nosso som pra bandas que vinham de fora. Teve uma vez que veio o Twisted Minds da França e nós conversamos com eles, deixamos nossa demo com eles, foi legal. Mas agora esse lugar fechou, então aqui em Mogi fica difícil um lugar para divulgar.
Deixe uma mensagem pra finalizar:
A mensagem que gostariamos de deixar seria para as bandas se unirem e pararem de se afastar por divergências de gosto por música ou simplesmente por "frescura"!


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Tel: 4796-4993


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