Matérias: Tour Report do Paura pela Argentina e Chile

Salve Família,

Faz menos de um mês que retornamos da nossa primeira aventura internacional. Argentina e Chile foram os campos de batalha. Demorou um pouco pra pôr a vida nos eixos de novo e conseguir terminar o relato. Mas vamos tentar transcrever aqui ,da maneira mais sincera possível, como foi a tour:

ARGENTINA:
Embarcamos na quinta-feira (29/09) de manhã pra Buenos Aires. Chegamos em terras argentinas por volta das 3 da tarde. Não havia ninguém com plaquinhas escritas Paura pra nos receber no desembarque. Recolhemos as bagagens e equipamentos e fomos para as cabines fazer as devidas ligações. Hardcore casca grossa é assim... "se vira, malandro"... Tudo acertado, tomamos uns Remis (carros antigos com combustível à gás, o que deixa a corrida bem barata). Eu e a Dani fomos para o hotel e o Rafa, o Rogério, o Bira, o Henrique, o Marcião e o Cesinha pra casa do Moncho do Minoria Activa.Chovia torrencialmente na Capital federal argentina esse dia. Dia morto. Dia seguinte, sexta-feira ,nos encontramos na rodoviária de Retiro pra tomarmos o ônibus até a cidade de Rosário. Chegamos depois de 5 horas de viagem e o Fernando (Sonic Discos) foi nos buscar e levar até o pico do show. O lugar chama El Sotano. É uma boate legal, não muito grande, com alguns espaços de camarote, uma pista razoável, meio escuro, mas dava pra ter idéia que seria uma noite bacana. Descarregamos equipo e merch e fomos ao restaurante vizinho do El Sotano pra trincar um rango e umas Quilmes. Devidamente abastecidos,voltamos ao pico e a primeira banda estava no palco pra começar a barulheira. Era o Tiempos Dificiles, uma banda nova, pelo o que eu fiquei sabendo lá na hora. Na seqüência, o Grito de Medellín (Colômbia) tomou de assalto o palco e mostrou um HC com fortes doses de metal, que foi a deixa pra começarem os primeiros passos na pista de dança.E o povo de Rosário não decepcionou. Foi um show muito bom Esses colombianos gente boa estarão aqui no Brasil,no fim de outubro/começo de novembro, na fase final de sua tour sulamericana. Se tiverem a oportunidade, vão conferir essa banda porque vale a pena! Depois do Grito, foi a vez do Knockout dar seu recado. E a mais agradável surpresa da noite. Muito bom o hardcore desses manos que estavam tocando em casa nessa noite. Com influências fortes de hardcore NY, me lembrou Full Blown Chaos em algumas passagens. Banda muito boa. Competente. Fez um show brutal. O Unânime, também de Rosário, deu seqüência a desgraceira com seu hardcore "a-la" NY sem frescuras. Show enxuto, direto,com cover do Sick Of It All pra encerrar. Muito boa a banda também.
Aí era a vez dos macacos aqui. Puta ansiedade. No primeiro acorde de In The Desert, já deu pra perceber que a molecada de Rosário estava com vontade de ver o Paura ao vivo. A roda se transformou violentamente e a linha de frente logo se apresentou pra cantar alguns refrões. Nessa hora, o coração foi a mil. Porra,num é todo dia que argentino cola na borda do palco pra cantar musica junto. Ainda mais sendo do disco novo!!!! Pois é, tanta energia junto deu merda. No fim do som, a corda do baixo do Rafa arrebentou. Mas o rapazinho foi ligeiro e malandro, e remendou a corda em tempo recorde. Voltamos no veneno e o set continuou. A cada música a interação com o publico de Rosário aumentava. A cada som, mais pessoas colavam na frente do palco pra cantar com a gente. Umas 250 pessoas estavam presentes. Mais o Pablo, que a gente sentia presente em nossos corações. Com certeza ele estava lá!!! Depois, o Minoria Activa ainda transformou o local em uma grande festa... coisa que eles sabem fazer bem... Foi um show foda... pra deixar a ansiedade pra trás. A realidade falou mais alto, de novo. Foi a primeira vez e foi realmente muito positivo. Aumentou a expectativa pra Buenos Aires. Só aumentou. No dia seguinte, que já era o dia em questão devido ao horário que terminou o show de sexta (4 hrs da manhã... somando a isso mais as 5 hrs de viagem pra voltar à Capital), o show foi em Martines. Uma província de Bs As, algo como São Paulo/Guarulhos. Sabadão. Um puta céu bonito. Solzão com frio. Típico começo de primavera. Os poucos que compareceram tiveram que esperar umas 2 horas pra começar o show porque não havia ampli de baixo no local. Um pico chamado City Bar, um pouco parecido com o Juke Joint aqui de São Paulo. A situação começou a nos deixar desconfortáveis porque ninguém vinha nos avisar o que estava acontecendo e quando colávamos pra perguntar, as respostas eram vagas. Era o começo de uma desconfiança que viria a tona no dia seguinte. Mas vamos falar das coisas boas: Dentre as 30 pessoas que colaram pra assistir os shows, tivemos a felicidade de reencontrar a Família Ban This. Ramiro, Verônica, Cotto e a banca toda não deixaram que o sentimento de decepção se abatesse sobre a gente naquela situação. Pessoas muito legais, muito alto astral, muito positivas. Passar a tarde com eles foi mais gratificante que o show em si. E ainda foi a salvação pra quem estava hospedado na casa do Moncho. O Ramiro ofereceu abrigo pra desesperados, se fodeu... teve que alojar todo mundo na casa dele... e definitivamente, isso foi importante pra continuidade da parada. O show foi bom e engraçado. Bom, porque, como no citado Juke Joint, toca-se no chão, olho no olho, dedo na cara e entre amigos. Engraçado porque tinha uma figura que destoou de tudo isso. Um headbanger argentino bêbado, mas bêbado de verdade, tipo cozido na cachaça... e agressivo. Durante todo o show ele tentou chutar e socar as pessoas presentes, inclusive a banda enquanto tocava, mas só acertava o ar. Foi zuado por todo mundo e, quando o segurança viu que a piada tinha perdido a graça, foi colocado pra fora do pico pra ter sua própria integridade física preservada. Depois do show, tática de guerrilha pra levar todas as bagagens e equipos pra casa do Ramiro e pro hotel. Conversamos e nos preparamos pro que seria o domingo. Até então, nos tinha sido dito que seria o melhor pico da gira. Domingo a tarde fomos ao Teatro Dom Bosco em Bernal,outra província de Bs As. O teatro fica dentro do Colégio Dom Bosco e realmente era um pico legal. Haviam umas 15 pessoas na porta. Horário no cartaz era 5 da tarde. Eram 7 da noite e o show foi cancelado. As 15 pessoas tinham ido embora. Nunca esperávamos que uma coisa assim pudesse acontecer. Sério. Um olhava pra cara do outro e dizia: "Isso num existe!!!". Pois é... existe, sim. E foi bom saber... foi bom pra saber quem é e quem nunca foi. Hardcore tem como base o respeito. E a organização dos 2 shows de Buenos Aires não teve respeito nem com o Paura nem com as pessoas que saíram de suas casas para ver o show. E aqui o barato é olho por olho. A perna argentina da tour tinha acabado. Hora de aproveitar o que Buenos Aires tem de bom. E num é pouco não. É uma cidade que vale muito a pena conhecer. E essa história que argentino odeia brasileiro é uma puta lenda. Fomos muito bem tratados na rua, tirando os fatos já citados.

CHILE:
Embarcamos pra vencer a Cordilheira dos Andes até chegar a Santiago. Eu e minha mulher pelo ar e os guerreiros em 21 horas por terra. Os QGs em Santiago no Chile foram a casa do Juampy, a casa do Hector e a casa do Charlie. Em todas ,hospitalidade de parente. Sentia-se em casa, tamanha generosidade deles e das famílias. Depois de mais processo de descarregar bagagens e equipamentos, e de tirar um pouco o cansaço da viagem, nos encontramos todos na estação Universidad Católica de Chile para conhecer a galeria do rock deles. E o barato é quase tão grande quanto a Galeria 24 de Maio daqui de SP. Muitas lojas bacanas, com muita coisa que num chega por aqui. O metal domina a maior parte do prédio, como era de se imaginar. Mas as lojas de videogame também são muitas. Conhecemos muita gente envolvida com o circuito hardcore do Chile. Muita informação e contatos. Passamos umas 2 horas dentro da galeria. Depois, a maioria do pessoal ainda pensou em ir ao show do Megadeth, que se apresentaria numa casa de shows perto de onde estávamos, mas ninguém se animou muito em assistir a banda do Mustaine. Voltamos aos respectivos QGs. Dia seguinte era o primeiro show no Chile, em Valparaiso. Na sexta-feira, o Hector e o Juampy nos levaram até a rodoviária para pegarmos o ônibus até Valparaiso. Duas horas de viagem. Chegamos e fomos recebidos por uns manos que nos ajudaram a levar os equipos até um pequeno caminhão baú, que nos levou até o pico do show. E aí, conhecemos os manos do Mostomalta. Molecada argentina gente boa. Valparaiso é uma cidade litorânea e o Bar Fênix, onde rolou o show (Jas Fest 1), fica na zona portuária. Só tinha puta e mendigo na rua. Nada muito diferente do porto de Santos à noite. É um bar bem legal. O shows acontecem no porão. Sujo e escuro. Na parte de cima ficam o balcão, algumas mesas, os banheiros e uma televisão passando clips de Slayer a Sick Of It All, com um sistema de som alto pra porra. Lugar bem agradável. Montamos a barraca com material e saímos pra forrar o estômago. Na volta, a primeira banda estava subindo no palco. A banda local que mais chamou a atenção foi o Conciencia. Com um hardcore straight edge engajado, botaram as primeiras pessoas a cantar junto e abriram as primeiras rodas da pista. O Bersek, o Alma del Sol e o Malcolm X também fizeram bons shows. E a audiência chilena é muito insana. Já tínhamos derrubado a expectativa pro que seriam os shows do Paura em território chileno. Já tínhamos percebido que a responsabilidade tinha aumentado por conta de como os chilenos agitam nos shows. Tocamos os 2 primeiros sons sem vocal, ou melhor, sem microfone, porque a molecada nos ajudou se esgoelando na frente do palco. A eletrônica não estava do nosso lado, mas quem precisa disso quando o fator humano fala mais alto? Depois de resolvido o problema com os microfones, tudo correu bem. Fomos muito bem recebidos pelas 150 pessoas presentes e fizemos um show muito bom. Estávamos nos sentindo em casa e toda aquela energia nos contagiou e foi bem legal perceber que tudo foi recíproco. Estreamos muito bem no Chile. Na sequência, o Mostomalta mostrou a fúria do hardcore/metal argentino. O som da banda é muito bem feito e muito brutal. E no palco, a banda não pára. É muita energia. O que contagiou todo mundo que estava no local. Terminado o show, vendemos mais material, recolhemos as coisas e fomos até Viña del Mar, pois o Francisco (Teoria del Caos),o Marcelo e o Cristian nos abrigaram em suas casas esse dia. Dormimos umas 3 horas e fomos para a rodoviária catar o busão que nos levaria de volta a Santiago. Depois da viagem, mais umas parcas horas de descanso e seguimos para a estação de metrô Rodrigo de Araya (sem parentesco com o Tom que a gente conhece). A duas quadras dali, era o pico onde aconteceria o Festival Internacional Hardcore de Santiago, organizado pelo Juampy. O lugar é muito bacana. Parece uma escola/creche. Lembra muito o galpão do Jabaquara (em tamanho bem menor) em São Paulo, onde acontecem os Libfest, Kool Metal, Verduradas, Artery Fest, só que sem palco... todos no chão... tocando e se misturando com a audiência. Pra quem já foi no festival Pirituba Terror, pode ter uma idéia melhor. É bem parecido com a creche onde rolam os fests da crew da Zona Oeste de SP. Esse dia foi pra lavar a alma. Foi o melhor show de toda a turnê.
Vamos aos detalhes:
A primeira banda a se apresentar foi o Approach. Molecada insana capitaneada pelo Ricardo, um dos manos mais divertidos que a gente conheceu lá. O set foi baseado em musicas de bandas clássicas do hardcore old school e começou o festival da melhor maneira possível. Em seguida, tocou a banda mais fora de contexto do evento, o Interdictos. Sua música é calcada no rap e no funk, com 3 vocalistas que mandam rimas fortes e coesas. O som ficou um pouco prejudicado mas a banda num perdeu o pique e surpreendeu muita gente que poderia ter torcido o nariz. Nisso, a casa foi enchendo, muita gente comprando material, muita gente trocando idéia. Fizemos muitos contatos. Muitos amigos. Conhecemos o Pelluco, o responsável pelo site Sudamerica Hardcore e guitarrista do, infelizmente, extinto Entrefuego. Sem palavras pra esse mano. Foi um dos que mais se propôs a nos ajudar no que precisássemos antes, durante, e até depois da tour. A próxima banda a tocar foi uma das melhores surpresas que tivemos. O In Our Hearts. Dois vocais, um cara e uma mina, e um som metalcore de primeira linha. O show deles foi a constatação de como é fraco o intercâmbio entre nossos países. Há muita informação de lá que num chega pra nós aqui. A banda é muito boa e praticamente desconhecida no Brasil. É uma banda nova e que vem fazendo muitos shows por lá. Uma grata surpresa. Uma ótima banda e um show de responsa. Depois do In Our Hearts, foi a vez do En Mi Defensa (banda que estará no Brasil em meados de fevereiro). É uma das bandas em que o Juampy toca (a outra é o Nouvelle Gaia). E foi muito legal o show deles. Hardcore Old School. O som me lembrou um pouco nossos manos do Good Intentions. Muita energia com todo mundo cantando junto. Estavam tocando em casa, com o jogo ganho. Foi muito bacana ver a força do povo hardcore chileno. Logo na seqüência, o Mostomalta destruiu tudo. O show curto da noite anterior foi apagado por essa apresentação dos hermanos. O som e a postura da banda é brutal mesmo. Muita raiva. Muita fúria. Interação perfeita com o público. Foi memorável. Essa banda ainda vai ser mais conhecida por aqui. E torçam pra que eles consigam se apresentar aqui no Brasil. Eles estão entre as melhores bandas da América do Sul. Depois do arregaço do Mostomalta, era a nossa vez. Mais uma vez, no primeiro riff de In The Desert a insanidade tomou conta de todos. Sim, a história se repetiu. Só que dessa vez, quem deu o show foi a galera da pista. É sério,os chilenos são insanos. E a casa estava cheia. 300 pessoas pelo menos. Devido ao espaço restrito, quando o circlepit num tava comendo solto, entravam um de cada vez no meio do pogo pra mandar uns passos. O barato parecia roda de break. Deu de tudo: voadoras, moinhos, cata-moeda, pogo clássico. Teve até um mano que mandou um mortal "a-lá" Daiane dos Santos. Inacreditável. Todos cantando junto as músicas do youkillusweovercome. Foi emocionante. Apesar dessa palavra ter cunho pejorativo hoje em dia, nesse caso num podemos fugir dela. Foi realmente emocionante! Todo mundo junto numa coisa só. É dificil descrever o sentimento de estar a milhares de quilômetros longe de casa e passar por uma coisa dessas. Isso paga tudo. A única coisa ruim desse dia foi que, por motivos de horário, o Nouvelle Gaia não tocou. Era uma das bandas que mais queriamos ver ao vivo. Mas dia seguinte, domingo, no mesmo local, rolaria o show de despedida da turnê com Paura, Mostomalta e Nouvelle Gaia. Então, tudo certo. Tudo certo, até voltarmos ao pico no domingo. Chegando lá, vimos o pessoal do Mostomalta e do Nouvelle Gaia na porta com os equipos e mais umas 100 pessoas que foram ver o show. O tiozinho dono do pico trancou a casa e sumiu. Inacreditávelmente, o tio tocou o foda-se. Foi surreal. Ninguém acreditava que aquilo estava acontecendo. O Juampy desolado, o Cristian constrangido, o Charlie no veneno e a gente já pensando em fazer merda e ser deportado do Chile. Mas não havia o que fazer. O dono do lugar era o único com as chaves. O jeito era esperar, já que o local é a casa dele. Ele mora lá com toda a família então, uma hora, ele teria que voltar. O pior de tudo é que, como tocaríamos no mesmo lugar do dia anterior, deixamos equipamentos, bagagens e material de merchandise dentro de um quarto da casa. Pior por dois motivos: com o passar das horas, percebemos que não haveria mais tempo para haverem os shows, mas pra compensar poderíamos estar vendendo material, já que muita gente nos procurou para comprar, e também queríamos trocar o material restante com o pessoal das bandas e tudo estava preso lá dentro do salão. A outra razão era que iríamos embora do Chile no dia seguinte de manhã. Ou seja, precisávamos das nossas coisas que estavam "seqüestradas" ou voltávamos pra Argentina sem elas. Eram 10 horas da noite quando resolvemos agilizar as coisas. O pessoal todo passaria a noite na casa do Charlie e da Cíntia, então precisavam ir ao Juampy buscar o resto das coisas e levar pra lá. O metrô lá fecha às 10 e meia da noite e pra ajudar, no dia seguinte, segunda-feira, era feriado lá. Dia da Raza. O Rafa, o Charlie e o Juampy ficaram no pico até o tiozinho filho da puta voltar. Meia noite e meia, ele chega. Disse que arrebentaram um cano no banheiro no dia anterior, que custaria 10.000 pesos (uns R$ 50) pra consertar e que ninguém deu a mínima. Disse também que a esposa dele deu uma volta entre o pessoal que estava no show do sábado e não gostou do que viu e, como eles eram evangélicos, eles tinham que ir à igreja rezar. Passar o domingo rezando. Pode crê. Me faz um favor: Vai tomá no cú, né. Me engana que eu gosto. Na real, não sabemos o que aconteceu. Ninguém sabe. E se foda. Foi o quinto evento que o Juampy organizava lá e nunca havia tido um problema. Tinha que acontecer quando o Paura estivesse envolvido. Devíamos ter adivinhado. Com a gente, tudo é assim. Difícil. É youkillusweovercome, não é? Mas a gente segue em frente e os fracos não. Esses ficam pelo caminho. Isso é o que importa. Voltamos aos QGs, esperamos a solução do caso e: hasta la vista, Santiago. Eu e a Dani voltamos pelo ar de novo até Bs As e fizemos conexão pra São Paulo, no mesmo dia. O resto dos guerreiros enfrentaram a Cordilheira, de ônibus de novo, pra voltar à Capital Federal Argentina, e aproveitaram a hospitalidade e a amizade da Família Ban This por mais um dia antes de pegarem o vôo pra SP. Foi a primeira vez, em 10 anos, que o Paura teve a oportunidade de mostrar sua música e suas idéias fora do Brasil. E foi bastante válido. Uma experiência positiva. Pudemos conhecer como funcionam as coisas no circuito hardcore desses países. Conhecemos pessoas que agitam as coisas por lá. Vimos em quem podemos (e em quem não podemos) confiar para um futuro retorno. Plantamos nossa semente e conseguimos colher frutos antes mesmo de voltarmos pra casa. E muita gente nos ajudou a transformar isso em realidade. Por isso, seremos eternamente gratos à essas pessoas. Como aqui damos os nomes dos envolvidos, vamos lá: Primeiramente, temos que agradecer muito às 3 pessoas que nos acompanharam nessa aventura latina. Muito obrigado à Daniela, minha companheira de todos os momentos, por ter me ajudado com amor e compreensão em todas as situações, inéditas em minha vida até então, e por ter se mostrado uma excelente vendedora de material do Paura. Muito obrigado ao César, por ser nosso amigo que sempre nos surpreende com o tamanho de seu coração. Já tocou com a gente. Já riu muito com a gente. Já chorou junto também. E sempre esteve lado a lado. O Cesinha é amigo pra vida inteira.Irmão de verdade. Valeu muito também ao Marcião. Sempre junto com a gente também. Seja tirando fotos, seja carregando equipamentos, seja tomando uma gelada, seja levantando o humor da geral. Mais um que foi extremante importante em mais uma fase da banda. Valeu Rodolfo, el patrón de One Voice, por estar sempre ao nosso lado. Por fazer parte da banda mesmo longe. Por sempre ter acreditado e por ter nos ajudado a fazer que a turnê saísse do papel. Valeu Pablo, por ter nos enchido de orgulho e responsabilidade com o email que mandou pra todos nós, dois dias antes de embarcarmos. Tenho certeza que aquelas palavras ficaram tatuadas na mente de todos nós. Assim como o Rodolfo, é um irmão que, mesmo longe, sempre fará parte do Paura. Muito obrigado ao Fernando da Sonic Discos, que nos recebeu da melhor maneira possível em Rosário. Fez de tudo pra que nos sentíssemos em casa. Nos deu uma puta assistência legal e é um amigo que estará envolvido em nossos planos sulamericanos. Valeu Moncho e Minoria Activa, pela oportunidade de tocarmos juntos e de nos mostrar a realidade de sua importância para o circuito argentino. Muito obrigado de coração, ao Ramiro, à Veronica, ao Alvaro, ao Cotto, ao Koki, ao Negrón e toda a banca da Família Ban This. Vocês foram extremamente importantes (cruciais até) pra que a seqüência da turnê não fosse prejudicada. Muito obrigado mais uma vez por tudo que vocês fizeram por nós. E tenham consciência que é um orgulho para nós sermos amigos de pessoas tão especiais como vocês. Valeu mesmo!!! Muito obrigado ao Juampy e a Lola, por se tornarem amigos que queremos estar cada vez mais próximos. Juampy é um mano que faz sua parte no circuito hardcore chileno com honestidade e sinceridade. Isso conta muito pra nós. Valeu pelos corres, pela preocupação, pela hospitalidade, pelos momentos divertidos, por sua família ter nos recebido como filhos ,por ter nos proporcionado tudo aquilo que foi o show de Santiago. Muito obrigado a você e todos nossos manos do En Mi Defensa. Valeu muito à você e aos nossos novos irmãos Cristian e Sebastian e todos do Nouvelle Gaia. Muita coisa boa e muita coisa ruim aconteceu com a gente nessa tour, mas a pior, a mais frustrante, foi não termos tido a chance de estarmos ao lado de vocês durante um show do Nouvelle Gaia. Podem ter certeza que ficou faltando esse momento importante para nós. Vamos fazer o que pudermos pra que isso aconteça muito em breve. Aqui ou aí. Valeu mesmo, manos!!! Muito obrigado à Letícia, pela companhia, pela força que nos deu e por nos ajudar como intérprete de espanhol quando não conseguíamos entender as pessoas ou quando precisávamos de rapidez pra entender. Valeu! Muito obrigado ao Hector, uma das pessoas mais especiais que conhecemos em 10 anos de underground. Sem palavras pro que você fez por nós, mano. Esteve presente nas horas boas e ruins. Sempre com a gente. Carregou equipo, agitou no show, cantou junto, nos deu abrigo, comida, se tornou um amigo de verdade, sem interesse. Muito honesto. Muito sincero e muito gente boa. Valeu, irmão!!! Muito obrigado ao Pelluco, pela força que vem nos dando desde que ficou sabendo da tour. Nos deu um destaque especial em seu site Sudamerica Hardcore. Esteve no show de Santiago. Era uma das pessoas que eu mais queria conhecer. Se propôs a nos levar pra conhecer a cidade e tirarmos um lazer depois dos shows encerrados. Mais uma das pessoas que será nosso amigo pra vida inteira. Muito obrigado ao Francisco, responsável pelo site Teoria del Caos, por ajudar muito na divulgação da gira e por nos abrigar em sua casa em Viña del Mar. Salvou nossa alma quando o corpo já não agüentava ficar em pé.Valeu, Rocki!!! Obrigado ao Cristian e ao Marcelo de Viña por terem ajudado a gente com um lugar pro Henrique e o Márcio dormirem. Valeu muito ao Charlie e a Cíntia, por darem abrigo aos malucos na reta final. Por se preocuparem com a gente e nos ajudarem nos momentos tensos. Por terem sido muito legais e sinceros. Seus conselhos nos ajudaram muito nessa aventura. E vocês nos ajudaram a entender tudo, depois que a poeira baixou. Valeu mesmo. E esperamos vocês aqui no Brasil em breve. Valeu muito a todas as bandas que tocaram com a gente: Valeu ao pessoal do Tiempos Dificiles de Rosário. Aos nossos irmãos colombianos do Grito. Aos locos do Unânime. Ao Orsi e toda a Família Knockout. Ao Moncho e todos do Minoria Activa. Ao pessoal do Bersek, aos manos do Malcolm X, do Nueva Actitud, do Alma del Sol e do Interdictos. Valeu muito ao Mauri e a todos do Conciencia. Valeu ao Ricardo "linguada na boceta!!!" e a todos os manos do Approach. Muito obrigado especialmente à nossos irmãos do In Our Hearts. Mais uma vez, obrigado de coração ao En Mi Defensa e ao Nouvelle Gaia. E muito obrigado, principalmente, ao Pedro, ao Gerardo, ao Juanfra, ao Marcos, ao Facundo e ao Niki, a Família Mostomalta. Foi motivo de muito orgulho ter tido uma banda tão brutalmente boa, formada por pessoas amigas de uma humildade transparente, como parceiros da parte chilena da turnê. Estivemos juntos e sempre estaremos. Valeu, irmãos!!! Definitivamente, foi uma honra para o Paura ter passado por tudo o que aconteceu nessa tour sulamericana. Isso foi só o começo. Voltaremos com certeza, o mais breve possível. Mantenham o espírito firme. Nada pode nos parar.

Até a próxima.
Fabio e Família Paura.


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