Matéria: Punks & Skins contra o fascismo

Muitos sempre dizem que todo o skin é fascista ou nazi, na verdade não é bem assim, pois há divisões e muita diferença entre um skin anarquista/comunista e um skin-nazi (que nem considero skin). É uma ignorância nossa confundi-los, por isso coloquei essa matéria especial falando tudo sobre o skin de verdade, o skin que não tem nada a ver com o fascismo, preconceito nem nazismo, com o intuito de informar e acabar com esse tipo de preconceito que a maioria dos punk’s tem com os skins de verdade e contar sua história.
Os skinheads tradicionalistas (trads) não são neonazistas e nem são racistas. Todo mundo imagina que o movimento surgiu na Alemanha, mas na verdade ele surgiu na Inglaterra nos anos 60. A idéia era unir o pessoal que curtia reggae (inspirados nos rude boys jamaicanos), os torcedores fanáticos de futebol (os chamados hooligans, ou boot boys) e jovens operários (incluindo aí os chamados Mods). Naquela época, os jovens começaram a raspar a cabeça para ficarem diferentes dos hippies, para poder brigar sem problemas e por higiene, principalmente no caso do pessoal que trabalhava no porto e não podia ficar pegando piolhos toda hora. Também começaram a calçar coturnos, uma herança operária.Os skinheads curtiam - e curtem - diversos tipos de música. Os gêneros mais comuns são: ska, e punk dos anos 70. O ska surgiu na Jamaica ainda na década de 60, sendo uma mistura de diversos ritmos caribenhos. O próprio reggae foi um desenvolvimento do ska. Destacam-se no estilo, em ordem "mais ou menos" cronológica: Desmond Dekker, Jimmy Cliff, The Ethiopians, Judge Dread, The Skatalites, Bad Manners, Madness, The Selecter, The Specials, The Beat, Less Than Jake, Link 80, Slapstick, Toasters e muitos outros. Os últimos, já na década de 90, misturam ska com punk, uma nova tendência.
Se esse pessoal imbecil realmente soubessem o que foi o nazismo ou fascismo, bom pensariam duas vezes antes de aderir a essa podre ideologia, que aliás não é nem ideologia, é uma falta de neurônios no cérebro (se eles tiverem algum claro). O mais engraçado e irônico de tudo é que eles se dizem nacionalistas, e alguns idolatram um ídolos estrangeiros (os porcos Hitler e Mussolini)??? Mas isso não é nada, acho que os nazistas da Alemanha tinha o sangue “azul” e os tais que se dizem “nazistas” daqui e os demais lugares, alguém poderia me dizer qual é a cor do sangue deles? Aqui no Brasil os racistas mais conhecidos você já sabe quem são, sim, os White Powers (nazistas), Carecas do Brasil (Cabeça de Ovo) e um grupo de panacas, os “nazi-Skinheads” (alguns são fascistas e integralistas), lembrando que os Skinheads de verdade (trads) não tem nada ver com o fascismo nem nazismo, que a mídia retardada confude e generaliza, eu sei disso por que tenho muitos amigos Skinheads (anti-nazi / anti-fascismo), eles convivem pacificamente com punk’s e anarcos na Venezuela, México, Chile, e demais lugares. Existem muitos em Fortaleza e São Paulo, sem falar dos muitos outros lugares do mundo. Protestam sempre juntos,são chamados de RedSkins (Skinheads Vermelhos/Comunistas), Sharp (Skinheads contra o preconceito racial), Rash(Red and Anarchist Skinheads” ou “Skinheads Comunistas e Anarquistas”). Os que aderem totalmente a Anarquia são chamados de Skins Anarquistas ou Anarco Skinheads, Fash (Federação Anarco Skinheado), a A.S.A.P. (Anarchist Skins And Punx,ou Skins e Punk’s Anarquistas). Lembrando que todos esses citados são anti-nazi e anti-fascistas, contra qualquer tipo de preconceito, só existe uma minoria aqui no Brasil e em outros lugares que se diz "nazi", os nazi são odiados universalmente pelo verdadeiros Skinheads, aliás, eu não considero os nazi como skinheads (nazi skins são chamados de boneheads), pra mim são apenas racistas mediocres acabando com a cena Skinhead/Oi! verdadeira, que não tem e nunca teve nada a ver com qualquer tipo de preconceito ou racismo. Já esses falsos/imbecis “nazi-skinheads”, que colocarei esse nome entre aspas, esses racistas pau-no-cú já ficaram visíveis à opinião pública pelos seus atos de intolerância, tais como:
- Pichação do Centro de Tradições Nordestinas, com frases ameaçando de morte e ofendendo o povo nordestino e pixando símbolos nazistas.
- Foi enviada uma carta-bomba à Rádio Atual cuja programação é dirigida ao público nordestino - dentro da caixa não havia bomba, mas um bilhete que dizia que daquela vez não passava de brincadeira, mas da próxima seria enviada uma bomba de verdade, para acabar com os nordestinos.
- O grupo “nazi-skinheads” matou um menino de rua, a golpes de coturno na cabeça, em Ribeirão Preto para "limpar a cidade?" (são esses racistas assassinos que a sujam de sangue).
- Durante a apresentação do grupo de Rock RAMONES, no Rio de Janeiro, os “nazi-skinheads” invadiram o show agredindo várias pessoas com cadeiradas, e muita porrada, soltaram também uma bomba de gás lacrimogêneo e tentaram atear fogo no local do show.
- No centro de Curitiba foi assassinado o iluminador cênico Carlos Adilson Siqueira, pôr um grupo de “nazi-skinheads”, por ele ser negro.
- O grupo “nazi-skinheads” do ABC, cerca de 30, assassinaram Fábio Henrique de Oliveira, 15 anos, estudante em Santo André, por ser negro.
- O grupo “nazi-skinheads” invadiu dois bares, freqüentados por homossexuais, na Rua da Consolação, quebrou os bares e assassinaram o artista plástico Nilton Verdini Silva, com dois tiros no peito.
- O grupo “nazi-skinheads” montou bombas na sede da Anistia Internacional pôr ser ela uma organização de defesa dos direitos humanos, deixou bilhete junto a bomba, ameaçando a organização e atacando com ódio os homossexuais, negros e judeus. As bombas foram desativadas antes de detonar.
Esses fatos mencionados ocorreram entre 1992 até 2000, esses foram somente algumas merdas que eles fizeram, pois além delas existem várias agressões que esses estúpidos cometem a olho nu. Sabemos que eles são só a ponta do iceberg, pois a prática dos “nazi-skinheadas” acompanham a mesma sintonia e lógica do projeto de genocídio implementado ao povo excluído pelas elites dominantes, como as chacinas nas favelas, os índios queimados nas calçadas, os Sem Terra massacrados, isto tudo aliado a cumplicidade dos meios de comunicação e do Estado, que propagam a discriminação as chamadas minorias, não perdendo a oportunidade de arrumar bodes-espiatórios para justificar as abismais desigualdades que patrocinam. O Brasil é um país que tem uma constituição que enquadra como crime a discriminação e o racismo, porém na prática isso tudo é balela, pois a discriminação existe incorporada em nossa sociedade, as leis não funcionam nesse sistema hipócrita e nunca mudou a mentalidade das pessoas, aliás, injetam cada vez mais a intolerância ao diferente. Não podemos deixar que isso continue acontecendo, pois os inimigos do povo não são os nordestinos, homossexuais, negros, judeus. Mas sim os donos do poder que manipulam nossas vidas, mantendo a desigualdade econômica, tornando a violência uma coisa banal aos olhos do povo, dividindo e facilitando o desrespeito entre os pobres e mandando nos matar! Temos que construir um mundo com novos valores onde a intolerância, o racismo e o descaso não caibam! Devemos nos opor a isso com a prática do apoio mútuo, educação e solidariedade! A todos nós resta lutar contra o racismo e a discriminação!



Texto e adaptação por: Plebe
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